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Cadastro nacional de adoção deve facilitar encontro de famílias pelo país


Número de adotantes é seis vezes maior que o de crianças disponíveis.
Apenas 3,5% das crianças em abrigos têm menos de três anos.

O Brasil tem agora um Cadastro Nacional de Adoção. O cadastro vai facilitar o encontro entre as crianças disponíveis nos abrigos e as famílias dispostas a adotar. Hoje o número de pessoas que querem adotar é seis vezes maior do que o número de crianças e adolescentes.
 
São menos de seis mil crianças e adolescentes disponíveis pra adoção e mais de 33 mil pessoas dispostas a adotar. 
 
A conta que parece muito simples não fecha, porque nem sempre a criança disponível é como a família procura. Dos mais de 33,5 mil pretendentes, mais de 46% não ligam para a cor da pele da criança e quase 62% não tem preferência de sexo. A idade o maior problema. Quase 70% querem menores de três anos. 
 
Das 5.600 crianças e adolescentes inscritos no cadastro de adoção, a maioria é parda e do sexo masculino, mas só 3,5% têm menos de três anos.
Isso é só uma parte do levantamento do Conselho Nacional de Justiça. Há irmãos para adotar e pretendentes que concordam em adotar irmãos. Tem também criança doente e muita gente disposta a adotar e cuidar delas.
 
A professora Maria Geida Cavalcanti, de Petrolina, está na fila há dois anos. Quer uma criança de até um ano de idade. “Tinha colocado o sexo, mas desisti. Algumas questões de doenças, que pede para marcar, realmente eu marquei que só se fosse doença tratável”.

Em um abrigo da região metropolitana de São Paulo, a maior dificuldade é porque as famílias buscam um tipo de criança que não é a que está disponível. “Eu espero que eles busquem fazer uma divulgação ampla desse novo método e que ele seja efetivo”, diz Maria Margarete de Lira, coordenadora do abrigo.
 
O cadastro vai interligar o país todo. “O sistema vai cruzar as informações que são cadastradas pelas varas da infância e juventude, verificando a compatibilidade entre o perfil que foi solicitado pelo casal que pretende adotar e as crianças que estão disponíveis para serem adotadas”, explica Ariel de Castro, advogado da ONG Aldeias Infantis SOS.


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Edição 124
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